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	<title>Rodger</title>
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	<description>Começo, meio e c&#039;est tout!</description>
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		<title>Por que tanto desprezo a ti, ó leitura?</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Sep 2011 19:40:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rodger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando comecei a pensar neste texto, seu objetivo inicial era uma crítica à má qualidade na escrita por grande parte dos &#8220;publicadores de conteúdo&#8221; na Internet, dentre eles os blogueiros, cronistas das mais diversas áreas, estudantes e até jornalistas formados &#8230; <a href="http://rodger.com.br/blog/2011/09/09/por-que-tanto-desprezo-a-ti-o-leitura/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-147" title="Leitura" src="http://rodger.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/09/leitura-235x300.jpg" alt="" width="235" height="300" />Quando comecei a pensar neste texto, seu objetivo inicial era uma crítica à má qualidade na escrita por grande parte dos &#8220;publicadores de conteúdo&#8221; na Internet, dentre eles os blogueiros, cronistas das mais diversas áreas, estudantes e até jornalistas formados e renomados. Mas, como precisarei desenvolver um pouco melhor este tema, preferi divagar sobre a principal responsável pela qualidade na criação de conteúdo textual. A leitura.</p>
<p>O brasileiro é preguiçoso por natureza e esta asserção extende-se à leitura e, consequentemente, à utilização da língua. &#8220;O que importa é a comunicação&#8221;, dizem muitos. Concordo com a frase mas, lendo-a e relendo-a à exaustão não infiro a existência de nenhuma recomendação quanto ao menosprezo da forma em que a comunicação deva ser feita. A qualidade do ensino é pífia, a televisão e o rádio podem ser, muitas vezes, veículos corresponsáveis pelo emburrecimento nacional e a Internet instalou o referendo responsável para que entrasse em vigor a liberação do porte das armas letais para a língua portuguesa: blogs e redes sociais. Locais em que as mais terríveis aberrações linguísticas acontecem. É revoltante ver jornalistas ou comunicadores sendo péssimos exemplos na utilização da língua, mas, ainda pior, é triste ver adolescentes caminhando para o final da fase fundamental do Ensino incapazes de interpretar um texto, escrever uma simples redação ou elaborar um comentário em blog.</p>
<p>Sou a favor da evolução do idioma, de neologismos, de regionalismos e novas formas de expressão, mas não da propagação da burrice nacional.</p>
<p>O acesso à leitura é fácil. Para todos. Livros eletrônicos, bibliotecas, ONGs. Conheço tantas histórias de pessoas que vieram de classes mais baixas da sociedade e por dedicação e esforço conseguiram mudar seu caminho devido à entrega ao estudo e à leitura. O saber ler, interpretar e escrever são apenas bônus que a leitura oferece. A grande riqueza apresentada gratuitamente por um livro é a plataforma de embarque para um mundo de histórias, lições, sentimentos e cores jamais vistas ou experimentadas.</p>
<p>Leia Dostoievski, Victor Hugo e Antoine de Saint-Exupéry. Leia Machado de Assis, Fernando Pessoa e José de Alencar. Leia Chico Buarque, Ruy Castro e Jorge Amado. Leia J. K. Rowling, J. R. R. Tolkien e George R. R. Martin. Acesse o site <a title="Domínio Público" href="http://dominiopublico.gov.br" target="_blank">dominiopublico.gov.br</a> e tenha acesso a uma infinidade de esplêndidas criações literárias.</p>
<p>Leia e renasça.</p>
<p>Leia e descubra que não existem limites nas palavras.</p>
<p>Leia e amadureça.</p>
<p>Leia e adquira uma nova percepção para tudo a seu redor.</p>
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		<title>Corrida #4: Circuito Athenas Mizuno 2011 &#8211; 1ª Etapa</title>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 11:03:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rodger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[10k]]></category>
		<category><![CDATA[circuito athenas]]></category>
		<category><![CDATA[corrida]]></category>
		<category><![CDATA[mizuno]]></category>
		<category><![CDATA[running health]]></category>

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		<description><![CDATA[Manhã fria de domingo, 22 de maio de 2011. Por sorte a prova da vez será realizada em um local perto de minha casa. Fui intimado pelo treinador Leonardo Lima, da Running Health, a correr esta, afinal, minha última corrida &#8230; <a href="http://rodger.com.br/blog/2011/05/29/corrida-4-circuito-athenas-mizuno-2011-1%c2%aa-etapa/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manhã fria de domingo, 22 de maio de 2011. Por sorte a prova da vez será realizada em um local perto de minha casa. Fui intimado pelo treinador Leonardo Lima, da Running Health, a correr esta, afinal, minha última corrida de dez quilômetros enfrentada foi o Circuito Primavera 2010 da Adidas, realizada em agosto do ano passado, ou seja, é demais esperar tantos meses para verificar o progresso decorrente dos treinos.<span id="more-136"></span></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-133" style="float: right; margin-left: 10px;" title="Circuito Athenas Mizuno - 1ª Etapa - São Paulo" src="http://rodger.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/athenas2011-1aEtapa.jpg" alt="" width="320" height="502" />Além desta intimação, a proposta da Mizuno neste circuito é bem interessante. São três etapas em que o corredor é convidado a galgar degraus mais altos em sua busca ao melhor rendimento. Resumindo, assim como em qualquer jogo de vídeo-game, em cada etapa há um novo nível de dificuldade. No caso da corrida, a distância é a variável. Já que escolhi os 10km para a primeira etapa, na segunda etapa devo correr 16km (ou 10 milhas) e, na última, atingir meu grande objetivo: conquistar os 21k de uma meia-maratona. Se vou conseguir ou não é outra história, mas que é uma experiência desafiadora, não posso negar.</p>
<p>Já tinha quase me esquecido do clima que é uma prova. Uns poucos &#8211; menos de dez atletas talvez &#8211; lutando pela vitória e a maioria, composta por milhares de corredores amadores, lutando não contra outros atletas, mas apenas contra seus limites físicos e psicológicos.</p>
<p>E ali estava novamente, consciente de que ainda não entrara na linha, ou seja, no cumprimento correto dos treinos e alimentação adequada, mas certo que havia melhorado um pouco desde que corri a <a href="http://pt.rodger.com.br/2011/01/01/corrida-3-sao-silvestre-2010/">São Silvestre em 2010</a>. Meu objetivo era audacioso: correr os 10k em menos de uma hora. 59min59seg seria ótimo! Meu último tempo foi de 1h09min. Sabia que era possível.</p>
<p>Após encontrar o pessoal da Running Health e alongar um pouco, tiramos fotos para registrar os momentos e vamos à largada.</p>
<p>Corri com o <a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=1663166172" target="_blank">Alexander Paschoal</a> até o sétimo quilômetro. Estávamos bem, mantendo um ritmo interessante (pace de 5min44seg/km) e sem puxar demais. Mas, repentinamente, neste quilômetro, senti uma estafa física insuportável. Pelo fato de ser tão repentino suspeitei de meu inimigo pessoal, sobre o qual falei <a href="http://pt.rodger.com.br/2010/09/27/xterra-night-trail-run-ilhabela-10k-18092010/">tempos atrás</a>. Mas acho que pesou o fato de eu não me comportar muito bem na alimentação, afinal, no dia anterior eu tinha almoçado feijoada e jantado pizza, muita pizza (risos). E, como minha noite não tinha sido das melhores, uma hora meu corpo iria (re)clamar.</p>
<p>Ainda cometi a teimosia de dar um tiro na subida final da ponte Transamérica (pelo qual recebi uma bela bronca do treinador) e finalizei a prova em 1h03min26seg, um pouco triste por não ter atingido meu objetivo mas ciente de que sabia todas as razões por não ter conseguido.</p>
<p>Agora é seguir a cartilha: ser constante nos treinos semanais, cuidar melhor da alimentação durante a semana, dormir bem e, principalmente, manter-me sempre motivado.</p>
<p>Aproveito este relato para recomendar o blog <a title="Correr é preciso, por Allan Franks" href="http://www.correrepreciso.com" target="_blank">Correr é Preciso</a>, do amigo <a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100001051517478" target="_blank">Allan Franks</a>, que encontrou na corrida de rua um excelente meio de buscar qualidade de vida.</p>
<p><strong>Circuito Athenas 2011 &#8211; Mizuno &#8211; 1ª Etapa</strong><br />
Data: 22 de maio de 2011<br />
Local: Marginal do Rio Pinheiros, São Paulo<br />
Distância: 10km<br />
Tempo: 01:03:26<br />
Velocidade média: 9,46km/h<br />
Pace médio: 06:21min/km</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Prioridades invertidas, chacoalhões divinos e paradoxos da vida</title>
		<link>http://rodger.com.br/blog/2011/04/16/prioridades-invertidas-chacoalhoes-divinos-e-paradoxos-da-vida/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Apr 2011 22:09:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rodger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Inevitavelmente a vida da maioria das pessoas possui ciclos semanais. A minha não é diferente e há um bom tempo estes ciclos têm se renovado quase que uniformemente, sem grandes alterações. Este último findou-se de maneira diferente, abrupta, o que &#8230; <a href="http://rodger.com.br/blog/2011/04/16/prioridades-invertidas-chacoalhoes-divinos-e-paradoxos-da-vida/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Inevitavelmente a vida da maioria das pessoas possui ciclos semanais. A minha não é diferente e há um bom tempo estes ciclos têm se renovado quase que uniformemente, sem grandes alterações. Este último findou-se de maneira diferente, abrupta, o que me levou a escrever sobre estes três temas mencionados no título do texto.<br />
<span id="more-118"></span></p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-119" style="margin-left: 10px; float: right;" title="Seja bem-vinda, Gabrielle!" src="http://rodger.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/207463_10150151003128757_531493756_6673013_4199190_n-300x223.jpg" alt="" width="300" height="223" />Na manhã desta última sexta-feira tive a imensa alegria de presenciar o nascimento da primogênita de um casal de grandes amigos (André e Camila). Gabrielle, pura e frágil, nascida com 45cm e 2,8kg. Emocionei-me ao ver o milagre da vida estampado na pequeneza de seu corpinho e no sorriso de seu pai ao vê-la sendo preparada pela enfermeira, antes de entregá-la à mãe, que aguardava ansiosamente em seu quarto. Sorrisos da alegria nos avós, todos celebrando a chegada da primeira neta. Tudo muito lindo.</p>
<p>Enfim, chegando ao primeiro paradoxo do dia, no mesmo horário em que celebrávamos a chegada de mais uma criaturazinha criada à imagem e semelhança de Deus, recebia a notícia da inesperada morte de uma grande mulher. &#8220;Tia Eliene&#8221;, como era chamada por todos que a conheciam, teve complicações devido a uma cirurgia e infelizmente não resistiu e foi chamada pelo Senhor. Alegria e tristeza, prazer com a chegada e dor pela partida prematura. Sentimentos opostos aos quais estamos sujeitos a todo instante.</p>
<p>Uma situação como essa é incomum, mas Deus se utiliza das mais diversas formas para nos confortar, ajudar e &#8211; também &#8211; corrigir, afinal, como Ele mesmo disse, “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te.” (Apocalipse 3:19). A vida é efêmera e frágil. Nós somos, por natureza, seres imediatistas e egoístas. Por regra, o importante é MEU hoje, MEU sentimento e MINHA vontade. Para Eliene, o importante era o outro, o importante era o bem que poderia ser feito para o outro, o importante era lutar a luta travada pelo outro. E com essas qualidades ela foi premiada com o mais belo encontro que alguém pode ter: aquele com o Criador de todas as coisas.</p>
<p>Obviamente do nosso lado fica a dor pela perda e a saudade que demora para cicatrizar. Mas uma situação dessas, como disse Davi Dumas, pastor que acompanhou a vida da querida Eliene, &#8220;creio que esta semente que hoje foi colocada na terra germinará e produzirá muitos frutos para a glória de Deus&#8221;. Referia-se ele à presença de mais de mil pessoas, nos cultos de sua despedida, que testemunharam e reconheceram o seu exemplo como mulher forte, batalhadora e fiel guerreira em diversas causas. Ela, sim, se pudesse enxergar seu epitáfio, certamente estaria satisfeita com seu combate.</p>
<p><a href="http://rodger.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/download.jpeg"><img class="alignright size-medium wp-image-120" style="margin-left: 10px; float: right;" title="Eliene, mulher virtuosa. Saudades." src="http://rodger.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/download-300x256.jpg" alt="" width="300" height="256" /></a>O retrato de Eliene? Um sorriso. Sim, ela passava por problemas, ansiedades e dificuldades como qualquer outra pessoa. Talvez até mais pois constantemente fazia seus muitos problemas de outros. Mas a impressão era a que ela sempre deixava seu ego de lado para trazer alegria às pessoas. Sempre com um sorriso estampado, elegante no vestir e no agir, Eliene era uma mulher virtuosa. Nos momentos seguintes à notícia, pude resumir da seguinte forma o sentimento: &#8220;A tia Eliene era daquele raro tipo de pessoa que exala alegria. Seu sorriso sincero, suas constantes palavras de elogio e seu abraço sempre apertado deixarão um vazio irreparável em todos nós. A força devastadora da dor pela saudade só pode ser suprimida pela certeza de que ainda &#8211; muito em breve &#8211; estaremos juntos novamente para sorrir o sorriso que não tem fim&#8221;.</p>
<p>E eu? O que esperar de meu epitáfio? Há dois anos separei uma frase de Caio Fábio que li em algum lugar e decidi que seria ela a impressão em minha lápide: &#8220;Glauber ainda bem jovem foi pescado pelas redes do amor que ele percebera em Jesus e partiu seguindo a Jesus para sempre&#8221;. Dois anos se passaram e somente um chacoalhão divino como esse que recebi esta semana para me mostrar que ainda não sou digno de utilizar este epitáfio. Assim como a vida, também sou efêmero e frágil. Adiciono a estes minha incoerência e ambiguidade. Maldito homem que sou.</p>
<p>Decisões e conversões regadas somente com emoção raramente sobrevivem às tempestades do dia-a-dia. O chão da vida é árduo, sinuoso e impiedoso. Somente o amor pode fazer nascer perdão em meio ao ódio e paz em meio à dor. O conflito interior de cada pessoa acontece quando não há apelos emotivos, quando não existe música no fundo, quando há apenas o silêncio, o caminho e uma bifurcação. Escolher o sentido correto é resultado de decisão consciente e racional baseada em um escolha irrevogável: fazer o que é certo (vontade de Deus) e não aquilo que desejo (minha vontade).</p>
<p>Basta de prioridades invertidas. O dia de hoje é o tempo de decisão. O dia de hoje é o tempo de ajudar, de amar, de reconhecer. Exatamente como Eliene fez.</p>
<p>O dia de hoje é o tempo de perdoar.</p>
<p>Será que meu pretendido epitáfio serve para você?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>As empresas de TI e o descaso com o Design e o Front-end</title>
		<link>http://rodger.com.br/blog/2011/04/16/as-empresas-de-ti-e-o-descaso-com-o-design-e-o-front-end/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Apr 2011 19:07:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rodger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia & Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Em quase uma década no mercado de tecnologia da informação tive a oportunidade de trabalhar, conhecer e ouvir falar de diversos sistemas em várias áreas, como web sites institucionais, blogs e sites pessoais, plataformas de e-commerce, serviços online e sistemas &#8230; <a href="http://rodger.com.br/blog/2011/04/16/as-empresas-de-ti-e-o-descaso-com-o-design-e-o-front-end/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em quase uma década no mercado de tecnologia da informação tive a oportunidade de trabalhar, conhecer e ouvir falar de diversos sistemas em várias áreas, como web sites institucionais, blogs e sites pessoais, plataformas de e-commerce, serviços online e sistemas corporativos. Divagarei sobre este último item mencionado: sistemas corporativos e sua relação com o Design e o Front-end.<br />
<span id="more-115"></span></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-116" style="float: right; margin-left: 10px;" title="O padeiro faz o pão" src="http://rodger.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/Bread-Baker.jpg" alt="" width="300" height="340" />Ao participar de entrevistas de emprego, após apresentar meu perfil profissional e aptidões, sempre achei interessante fazer perguntas sobre o projeto alvo de minha candidatura, afinal, assim como meus possíveis novos empregadores precisam me aceitar em sua empresa, eu, obviamente, também preciso querer estar lá. Infelizmente não foram poucas as vezes em que, ao indagar sobre as tecnologias utilizadas na camada final &#8211; a interface do usuário -, recebia como resposta célebres frases como &#8220;a carinha do site é simples&#8221;, &#8220;a gente cria umas tabelas e joga os campos nas linhas&#8221;, &#8220;perfumaria? nossa preocupação está no core da aplicação&#8221;.</p>
<p>Antes de prosseguir, cabe inserir neste texto um breve <em>background</em> daquele que vos escreve.</p>
<p>Sou um designer digital formado que &#8220;fugiu&#8221; da vocação original e tornou-se um desenvolvedor de sistemas, de forma que meus momentos de criação visual resumiram-se a trabalhos como freelancer e pequenos projetos pessoais. Com esta mudança, a maior parte do meu dia era preenchida por códigos e mais códigos e uma pequena fatia de meu tempo era dedicada à minha área original de formação, minha paixão, o Design.</p>
<p>A par deste <em>background</em>, o leitor deve imaginar como me sentia ao ouvir comentários como os citados acima. Não conseguia entender o porquê de as empresas que desenvolvem sistemas corporativos, utilizando tecnologias de ponta, <em>frameworks</em> robustos construídos sob a supervisão de uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_de_software" target="_blank">arquitetura de <em>software</em></a> bem elaborada, simplesmente rejeitassem uma das partes fundamentais de qualquer aplicação que seria acessada por um navegador de Internet. Como resultado, sistemas que funcionam somente em versões específicas de navegadores e sistemas operacionais.</p>
<p>Enquanto por um lado acompanhava o trabalho minucioso e belo de agências de Design criando material impresso e digital, dentre eles sites e sistemas complexos com um cuidado impecável com cada elemento visual presente na tela, via as empresas de TI constantemente chutando as canelas das boas práticas de programação visual, simplesmente ignorando a necessidade de uma pessoa ou equipe focados na criação ou até mesmo desenvolvedores específicos no <em>client-side</em>, em que questões fundamentais do desenvolvimento web seriam definidos, como a usabilidade, acessibilidade e tudo que envolve a experiência do usuário.</p>
<p>Após ver e rever situações como esta, resolvi enumerar alguns pontos interessantes concernentes à importância da preocupação com a &#8220;carinha&#8221;, como os tecnólogos adoram chamar.</p>
<p><strong>Sim. A interface vem antes de tudo.</strong></p>
<p><strong></strong>A primeira impressão é a que marca. Um usuário não sabe em quantas camadas o sistema foi construído, qual banco de dados foi utilizado ou quantas linhas de código a aplicação possui. Ele simplesmente vê a interface do sistema. Por isso acredito que sistemas deveriam ser construídos a partir de interfaces de usuário, em que questões como usabilidade, acessibilidade e até regras de negócio seriam debatidas e solucionadas sem que haja necessidade de iniciar qualquer modelagem de banco ou criação de diagramas de classe. Os tradicionais da análise de sistemas devem achar um absurdo o que escrevi, mas, por experiência própria e leituras de casos de sucesso bem interessantes, cheguei à conclusão que o início pelo visual, pelo protótipo, é a maneira mais adequada de atingir-se o sucesso, evitando retrabalhos.</p>
<p><strong>Se funcionar NÃO está bom.</strong></p>
<p><strong></strong>Não basta funcionar e passar nos testes de navegação para constatar-se que um sistema web teve suas interfaces bem concebidas (tanto em seu visual como em seu código). Por que limitar um sistema a determinado navegador ou sistema operacional? É mais simples? Pelo contrário. Manutenções decorrentes deste tipo de decisão arquitetural passam a gerar problemas desnecessários que seriam facilmente evitados se a construção fosse feita sobre uma boa fundação.</p>
<p><strong>Aprenda com os grandes.</strong></p>
<p><strong></strong>Facebook, Twitter, Google, Yahoo e dezenas de outros sites de alcance mundial, acessados simultaneamente por milhões de pessoas, sempre apresentam soluções interessantes de navegabilidade, usabilidade e, principalmente, execução de seus projetos. Não é necessário concordar-se com tudo (pelo contrário), mas não deixam de ser referências muito interessantes. Não entrarei no mérito do significado destes termos e sobre como estes grandes lidam com a web mas, certamente, todas as soluções propostas por eles estão disponíveis para acesso de todos os especialistas e aspirantes à criação <em>front-end</em>. Sem falar nas mídias especializadas, divididas em revistas, blogs e fóruns em que desenvolvedores, designers e arquitetos de informação do mundo inteiro trocam experiências. Quem escolhe estagnar-se achando que seu conhecimento basta torna-se réu confesso. E as provas do crime são facilmente detectadas, bastando um simples acesso ao site e acessar a opção &#8220;Visualizar código-fonte&#8221;.</p>
<p><strong>Classe desvalorizada.</strong></p>
<p><strong></strong>Arquitetos de interface e desenvolvedores de <em>front-end</em> são subestimados pelas empresas de TI. Semana passada recebi, via RSS, uma oportunidade de emprego com a seguinte configuração:  &#8220;Agência digital em plena expansão procura profissional dinâmico, agil e pró-ativo para integrar seu núcleo de design. Requisitos: HTML, CSS / TABLELESS, Dreaweaver; Diferenciais: Fireworks / Photoshop, Conhecimentos em PHP, Ajax / Javascript / Jquery, W3C, Semântica e Crossbrowser, WordPress // Salário: R$ 750,00 + VT + VR&#8221;. Será que fiquei pouco revoltado? Tenho até vontade de escrever aqui o nome da empresa que fez esta proposta irrisória, mas, como estou tomando um suquinho de maracujá, vou levantar a bandeira branca.</p>
<p><strong>Nenhum editor WYSIWYG substitui estudo e dedicação.</strong></p>
<p><strong></strong>Maldito <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Adobe_Dreamweaver" target="_blank">Macromedia Dreamweaver</a>, um dos responsáveis por fazer, muitos anos atrás, com que qualquer um que conseguisse gerar um arquivo .HTML dissesse ser programador de <em>front-end</em>. A inteligência destes programas ainda não possibilitou, pelo menos até a data desta publicação, a criação de códigos semânticos. Nunca vi um documento web criado por editores visuais &#8211; ou até mesmo por ferramentas complexas &#8211; que fosse coerente sem que um especialista se incumbisse pela qualidade do código enviado ao navegador. Já cansei de acessar páginas de sistemas de ERP baseados em web &#8211; de grandes empresas &#8211; e lidar com péssima navegabilidade e dezenas de erros de cliente (Javascript, CSS, HTML) e navegabilidade (informações desconexas, fluxos ininteligíveis <em>etc.</em>). Resumindo, o <em>drag-and-drop</em> destas soluções NUNCA SUBSTITUIRÁ a supervisão de um arquiteto de interfaces.</p>
<p><strong>Deixe que o padeiro faça o pão.</strong></p>
<p>Como mencionado no primeiro item desta enumeração, a interface raramente recebe a atenção devida. Por isso os encarregados por sua definição e execução são geralmente os programadores das camadas do servidor. Como venho do mundo Java, é comum acharem que um programador, por saber programar JSP, automaticamente tem a capacidade de construir interfaces, HTML, Javascript e CSS corretos. Não que não seja possível, mas, confesso, é difícil encontrar. A solução é simples: deixe as interfaces (criação e codificação) com os especialistas nesta área. Terceirize estes trabalhos com uma agência de criação web ou contrate uma equipe enxuta que será responsável por estas funções. Que tal agregar valor a seu produto fazendo o arroz com feijão? Por mais que a receita seja simples e qualquer funcionário da padaria poderia dar conta da tarefa, somente o padeiro, com sua experiência e especialidade, é capaz de deixar o pão com aquela consistência e sabor que o tornam irresistível. Como diz o adágio, &#8220;cada macaco no seu galho&#8221;.</p>
<p>Ao finalizar este post, ainda alimento a esperança de que meu campo de visão esteja restringido ao mundo profissional em que estou inserido. Quero acreditar que o cenário mencionado seja comum apenas às situações que vi pessoalmente nesta década de trabalho com TI e ouvi de colegas próximos e outros nem tão próximos. Trago comigo esta forte tendência ao otimismo. Caso o cenário estenda-se a uma fatia maior do mercado de tecnologia da informação corporativo, continuo a regar meu otimismo para que eu seja, muito em breve, testemunha de uma mudança de pensamento nesta relação entre as empresas desenvolvedoras de sistemas corporativos baseados na web e o Design.</p>
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		<title>Pai Rico Pai Pobre, de Robert Kiyosaki</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Jan 2011 16:35:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rodger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde sua primeira edição, em 2000, este livro de Robert Kiyosaki vendeu milhões de exemplares no mundo inteiro e conquistou inúmeros fãs e incontáveis críticos. Antes de iniciar sua leitura tentei analisar o terreno onde pisava para não simplesmente mergulhar &#8230; <a href="http://rodger.com.br/blog/2011/01/03/pai-rico-pai-pobre-de-robert-kiyosaki/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde sua primeira edição, em 2000, este livro de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Kiyosaki" target="_blank">Robert Kiyosaki</a> vendeu milhões de exemplares no mundo inteiro e conquistou inúmeros fãs e incontáveis críticos. Antes de iniciar sua leitura tentei analisar o terreno onde pisava para não simplesmente mergulhar seu interior e absorver conteúdos que não fossem tão interessantes sem a mastigação necessária. Aliás, geralmente faço isso antes de ler qualquer livro. Saber o que falaram dele, as principais críticas e ler alguns parágrafos sobre seu autor.<br />
<span id="more-106"></span></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-107" style="float:right;margin:0 0 10px 10px;" title="Pai Rico Pai Pobre, de Robert Kiyosaki" src="http://rodger.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/pai-rico-pai-pobre.jpg" alt="Pai Rico Pai Pobre, de Robert Kiyosaki" width="300" height="434" />Armadura colocada, escudo em mãos, vamos à leitura.</p>
<p>Por este texto tratar-se apenas de minha experiência ao ler o livro, certamente não aprofundar-me-ei nas ideias por ele defendidas &#8211; ou vendidas -, mas posso dizer que foi uma rica (com trocadilho) leitura, que me ensinou vários conceitos interessantes e também vendeu-me (outro trocadilho) uma nova forma de pensamento, um diferente <em>approach</em> sobre como lidar com finanças, objetivos de vida e, principalmente, chacoalhar meus brios.</p>
<p>O livro apresenta a história do próprio autor, que cresceu sob a influência de &#8220;dois pais&#8221;, seu pai biológico, um homem instruído, docente universitário, que ganha um bom salário e possui uma grande carreira profissional e acadêmica, e seu pai rico, o pai de seu melhor amigo, que era diferente de todos os adultos que ele conhecia, pois, mesmo sem um currículo invejável de conquistas acadêmicas, era dono de negócio e tinha muito dinheiro, ao contrário de seu pai biológico, quem, mesmo possuindo um bom salário, sempre passava por dificuldades financeiras. No decorrer do enredo, Robert Kiyosaki apresenta essas diferenças entre seus pais e o que aprendeu com seu pai rico.</p>
<p>Desta forma, reuni em alguns pontos os principais conceitos por mim absorvidos com esta leitura.</p>
<p><strong>O dinheiro não pode ser tratado como inimigo.</strong><br />
<em><span style="color: #888888;"> Por exemplo, um dos pais dizia: &#8220;O amor ao dinheiro é a raiz de todo mal.&#8221; O outro: &#8220;A falta de dinheiro é a raiz de todo mal.&#8221;</span></em><br />
Obviamente não concordo com a literalidade da frase, mas ela, inserida corretamente em seu contexto, é louvável. Ambos os extremos são prejudiciais mas é certo que, em um mundo em que o dinheiro vale mais do que qualquer outra coisa, sua falta realmente pode transformar-se na raiz de muitos males.</p>
<p><strong>Por que seguir o caminho natural das coisas e não arriscar? Saia da zona de conforto.</strong><br />
<em><span style="color: #888888;"> Por exemplo, um pai costumava falar &#8220;Não dá para comprar isso&#8221;. O outro proibia o uso dessas palavras. Insistia em que eu falasse: &#8220;O que posso fazer para comprar isso?&#8221; Num caso temos uma afirmação, no outro uma pergunta. Um deixa você sem alternativa, o outro obriga você a refletir. Meu pai-que-logo-ficaria-rico explicava que ao falar automaticamente &#8220;Não dá para comprar isso&#8221; seu cérebro para de trabalhar. Ao perguntar &#8220;O que posso fazer para comprar isso?&#8221;, você põe seu cérebro trabalhando.</span></em><br />
A zona de conforto, observada sob o prisma financeiro, é o oposto de seu significado. Ou seja, é o total desconforto financeiro. Pensar em formas para atingir-se o objetivo de ter ou comprar algo é um exercício vital para buscar novas oportunidades e, nesta busca, conhecer novas pessoas, novos lugares, adquirir novos conhecimentos e, por fim, ampliar o leque de possibilidades para novas formas de sucessos financeiros.</p>
<p><strong>Não tenha medo. Arrisque, ouse e faça o dinheiro trabalhar para você e não o contrário.</strong><br />
<em><span style="color: #888888;">Há uma diferença entre ser pobre e estar quebrado. Estar quebrado é algo temporário, ser pobre é algo eterno;<br />
A causa principal da pobreza ou das dificuldades financeiras está no medo e na ignorância, não na economia, ou no governo ou nos ricos. E o medo que instalamos em nós mesmos e a ignorância que mantêm as pessoas presas na armadilha.</span></em><br />
A regra é simples. Aprendendo sobre como funciona o mundo e a função do dinheiro nele inserido, o próximo passo é exercitar o cérebro para buscar formas de estar por cima na cadeia predatória do capitalismo e deixar de ser a frágil presa. Tal aprendizado envolve o conhecimento (e atitude) sobre o real valor do verbo comprar e todos os adjuntos a ele inerentes, seja o adverbial de tempo (quando comprar), de modo (como comprar), de intensidade (quanto comprar) e principalmente o objeto direto (o quê comprar). Neste último, é vital entender a diferença entre os passivos e ativos. Ao invés de explicar a diferença entre eles (recomendo a leitura do livro), uma frase explica em bom português como entendê-los: &#8220;Todos receberam dois grandes dons: sua mente e seu tempo. Cabe a você fazer o que quiser com ambos. Você e só você tem o poder de determinar o destino de cada nota de dólar que chega a suas mãos. Gaste-a tolamente, você escolheu ser pobre. Gaste-a com passivos, você fará parte da classe média. Invista-a em sua mente e aprenda a adquirir ativos e você estará escolhendo a riqueza como seu objetivo e seu futuro.&#8221;</p>
<p><strong>Pluralize. Não tenha apenas uma fonte de renda.</strong><br />
<em><span style="color: #888888;"> &#8220;O McDonald&#8217;s é hoje o maior proprietário individual de terrenos no mundo, superando até a Igreja Católica. Atualmente, o McDonald&#8217;s é proprietário de alguns dos cruzamentos e esquinas mais valiosos não só dos EUA como também de outras partes do mundo.&#8221;</span></em><br />
Como parte do exercício de fazer o dinheiro transformar-se em mais dinheiro, é imprescindível a análise de diferentes maneiras de geração de renda. Alie-se a pessoas capazes (e confiáveis) e estude sobre as mais diversas áreas que estejam em alta ou sejam prováveis bons negócios hoje ou em um curto prazo. Além dos já conhecidos mercados imobiliário e ações, as áreas de serviços e comércio sempre possuem pequenas (ou , às vezes, grandes) lacunas que podem ser preenchidas com um mínimo esforço e podem gerar ganhos exponenciais.</p>
<p><strong>Será que o que te ensinaram foi o correto?</strong><br />
<em><span style="color: #888888;">É por isso que me arrepio toda vez que ouço um pai aconselhar seu filho a estudar para poder conseguir um bom emprego seguro. Um empregado com um emprego bom e seguro não tem escapatória.</span></em><br />
Eu cresci em meio à imutável ideia de que a ordem natural das coisas é: estude bastante e seja um bom aluno, faça uma boa faculdade, garanta um bom emprego e faça carreira nele para garantir uma boa aposentadoria. Não somente este livro me apresentou uma visão diferente, mas também outras referências recentes, como o filme <a href="http://pt.rodger.com.br/filmes-assistidos-em-2011/filmes-assistidos-em-2010/#wallstreet-1987" target="_blank">Wall Street</a> (1987 e 2010) e textos do educador <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ken_Robinson_(British_author)" target="_blank">Ken Robinson</a>, quem apresenta uma nova visão sobre a forma atual de educação, mas isso será assunto para outro post. De qualquer forma, para muitas pessoas o caminho citado nas aspas acima é o aceitável e louvável, contudo, para mim, houve um despertar quanto às decisões que devo tomar para moldar minha aposentadoria.</p>
<p><strong>Dê em primeiro lugar</strong><br />
<em><span style="color: #888888;">Meu pai instruído costumava dizer sempre: &#8220;Quando tiver algum dinheiro extra, vou doá-lo.&#8221; O problema é que nunca havia um extra. Trabalhava sempre mais para conseguir mais dinheiro em lugar de concentrar-se na principal lei do dinheiro &#8220;Dai e recebereis&#8221;. Ele acreditava no contrário: &#8220;Recebe e darás.&#8221;</span></em><br />
Achei muito interessante este conselho do pai rico. Se realmente houver a metanoia necessária para buscar-se o dinheiro com ousadia e, principalmente, se houver confiança que seu trabalho não será em vão, esse passo às cegas (talvez devesse utilizar a palavra fé, mas não queria dar nenhum cunho transcendental a esta frase) será de grande proveito. Eu possuo minhas convicções e tenho para mim um significado único no doar, mas estas palavras me fizeram valorizar ainda mais o conteúdo do livro, de forma a não considerá-lo um culto ao dinheiro mas, sim, uma sugestão de equilíbro entre valores.</p>
<p><strong>Não desista. Quedas devem ser tratadas como inspiração.</strong><br />
<em><span style="color: #888888;">O fracasso inspira os vencedores. E o fracasso derrota os perdedores. É o maior segredo dos ganhadores. É o segredo que os perdedores não conhecem. O maior segredo dos vencedores é que o fracasso inspira a vitória; por isso, eles não têm medo de perder.</span></em><br />
Ousar é preciso. Mas nem sempre os resultados serão o esperado. O livro enfatiza o valor do conhecimento, que é o principal responsável pela minimização dos riscos. Entretanto, mesmo com o nível necessário de conhecimento, às vezes as intempéries da vida trazem surpresas desagradáveis. Um investimento em fundos de capitais ou em novos negócios pode não render da forma esperada ou até mesmo quebrar devido a motivos quaisquer. Eis que o aprendizado toma &#8211; ou deveria tomar &#8211; lugar. Aprender com erros ou derrotas é fundamental para agir segundo os conselhos do pai rico.</p>
<p>Além destes existem muitos outros conteúdos por mim adquiridos. Guardei algumas dezenas de anotações deste livro e pretendo relê-lo em algum tempo e buscar outras literaturas específicas sobre investimentos. Ao findar este livro percebi que a principal razão das críticas a ele era o fato de os leitores o tratarem como um manual prático para enriquecimento ou um livro de auto-ajuda financeira. Mágica ele não fez. Não há receitas ou recomendações ao estilo <em>step-by-step</em> a serem seguidas. O que verdadeiramente existe é um chamado para um despertar financeiro, para uma nova forma de pensar que é acessível a todos. Cada pessoa possui um perfil diferente e deverá descobrir seu caminho rumo à riqueza. Suor sempre será preciso.</p>
<p>Minha única preocupação é a de que as pessoas nunca se esqueçam que existem valores que valem infinitamente mais que todo dinheiro do mundo.</p>
<p><strong>Pai Rico Pai Pobre</strong><br />
Roberto Kiyosaki<br />
Editora Campus<br />
2000<br />
186 páginas<br />
<a style="color: #015ec7; text-decoration: none;" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/136822/pai+rico+pai+pobre" target="_blank">Comprar livro</a></p>
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		<title>Corrida #3: São Silvestre 2010</title>
		<link>http://rodger.com.br/blog/2011/01/01/corrida-3-sao-silvestre-2010/</link>
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		<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 20:30:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rodger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>

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		<description><![CDATA[Sonho ou desafio? Sei lá. Talvez ambos. Só sei que consegui finalizar a minha primeira São Silvestre e a sensação é boa demais. Quando tive meu primeiro contato com o treinador Leonardo Lima, da assessoria de corrida Running Health, em &#8230; <a href="http://rodger.com.br/blog/2011/01/01/corrida-3-sao-silvestre-2010/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sonho ou desafio? Sei lá. Talvez ambos. Só sei que consegui finalizar a minha primeira São Silvestre e a sensação é boa demais.<br />
<span id="more-101"></span></p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-103" style="float:right;margin-left:10px" title="Eu e meu filhão antes da corrida" src="http://rodger.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/Screen-shot-2011-01-01-at-5.58.25-PM-222x300.png" alt="Eu e meu filhão antes da corrida" width="222" height="300" />Quando tive meu primeiro contato com o treinador <a href="http://www.rhcorrida.com/rh_equipe.html" target="_blank">Leonardo Lima</a>, da assessoria de corrida <a href="http://www.rhcorrida.com" target="_blank">Running Health</a>, em outubro de 2009, disse que meu objetivo era participar da São Silvestre de 2010, mas falei da boca pra fora, pois não tinha a mínima ideia de que poderia algum dia ser capaz de correr quinze quilômetros.</p>
<p>E nesses quinze meses que me separavam da matrícula ao dia da grande vitória do brasileiríssimo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mar%C3%ADlson_Gomes_dos_Santos" target="_blank">Marilson Gomes dos Santos</a>, confesso que fui um péssimo aluno. Com <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mood_swing" target="_blank">mood swings</a></em>, faltas aos treinos na USP, teimosias reincidentes e treinos semanais meia-boca fui empurrando este meu objetivo para 2012 ou, quem sabe, para o tempo vigente na terra de Peter Pan.</p>
<p>Mesmo assim, aos trancos e barrancos, consegui fazer duas provas no ano: a <a href="http://pt.rodger.com.br/2010/09/27/xterra-night-trail-run-ilhabela-10k-18092010" target="_blank">xTerra Night Trail Run Ilhabela</a> e o <a href="http://pt.rodger.com.br/2010/09/27/circuito-das-estacoes-adidas-primavera-26092010" target="_blank">Circuito das Estações Adidas &#8211; Primavera</a>, ambos de 10km. A partir delas que vi que a minha teimosia também poderia trabalhar em meu favor e foi ela mesma que, em uma sexta-feira qualquer, acessou o site, fez a inscrição para a <a href="http://www.gazetaesportiva.net/canal/276/corrida-internacional-de-sao-silvestre" target="_blank">SS 2010</a>, realizou o pagamento e difundiu a informação para amigos, parentes e conhecidos.</p>
<p>Descobri que essa tática é boa, afinal, se tem mais gente sabendo do assunto, é mais difícil de pular do barco, ou seja, coloco mais responsabilidade sobre mim, sabendo que haverá pessoas torcendo para que eu consiga chegar ao final. E, neste primeiro dia de 2011, ainda com muitas dores musculares e consciente de que poderia ter treinado mais, vejo que valeu a pena.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-102" style="float:right;margin-left:10px" title="Equipe Running Health na SS2010" src="http://rodger.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/ss2010001-300x214.jpg" alt="Equipe Running Health na SS2010" width="300" height="214" /></p>
<p>Chegou o dia 31 de dezembro e, após reunir-me com o pessoal da RH, tirar fotos e fazer o alongamento, parto para os quinze quilômetros mais longos da minha carreira de atleta <em>pré</em>-amador (risos). Lembrando os conselhos do Leo, sigo um ritmo bem leve na traiçoeira descida da Consolação e, enquanto observo abismado pela quantidade de gente correndo e assistindo, vejo também grandes adversários me ultrapassando: Raul Seixas, Senhor Chupeta, Tiririca e até a Nossa Senhora de Aparecida. Tudo bem. Eu já <a href="http://www.webrun.com.br/corridasderua/conteudo/noticias/index/id/11677" target="_blank">tinha lido</a> que isso iria acontecer e continuei com meu semblante sério e concentrado na corrida, mantendo meu pace de 7:30 a 8:00 min/km.</p>
<p>Por volta do km 8, ao final do elevado Costa e Silva, as pessoas na janela já gritavam avisando que Marilson tinha vencido. Um morador mais exaltado retirou risos gerais dos corredores quanto gritou: &#8220;deu Maurício! deu Maurício!&#8221;. <em>Anyway</em>, foi revigorante ver a satisfação nos corredores, que recebiam apoio das pessoas nas calçadas e agora tinham mais um motivo para celebrar. Entretanto, para mim, apesar de também aproveitar o momento, comecei a sentir um cansaço físico já avançado, dando uma certa dormência em minha pernas e, no km 9, tive de fazer minha primeira parada. Caminhei por uns 500 metros e voltei a trotar bem lentamente, me esforçando para manter o foco e não desistir da batalha.</p>
<p>O percurso entre os km 12 e 14 foi bem interessante, pois, enquanto anestesiado com a dormência nas pernas, continuei a correr mas minha mente passou a viajar para além do que estava no âmbito do evento. Olhava as pessoas batendo palmas, gritando, sorrindo, via a sujeira que é/está a região central de São Paulo, olhava para cima e via apartamentos nefastos e gente que parecia morcego, se afastando da luz&#8230; que coisa estranha. Também tive tempo para observar com muita atenção a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Monumento_ao_Duque_de_Caxias,_de_Victor_Brecheret_01.JPG" target="_blank">beleza da obra</a> de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Victor_Brecheret" target="_blank">Victor Brecheret</a> em homenagem ao <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Alves_de_Lima_e_Silva" target="_blank">Duque de Caxias</a>.</p>
<p>Todavia o inimigo final não era um Duque, mas sim um <a href="http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/12/ladeira-no-final-da-sao-silvestre-e-prova-de-resistencia-para-atletas.html" target="_blank">Brigadeiro</a>. Queria ter tirado uma foto da imagem que tive logo que passei pelo Largo São Francisco: um mar de pessoas correndo em direção à Avenida Paulista, todos cientes de que aquela subida era a parte mais temida da prova. Último copo de água tomado, vamos lá!</p>
<p>Com passadas curtas e respirações longas fui vagarosamente me aproximando da próxima esquina, pois esta foi a métrica que achei pertinente para utilizar. Por trabalhar nesta avenida há sete anos, sabia que se dissesse para mim mesmo que faltavam somente 2,3km de subida, certamente eu desistiria. Então preferi dizer: &#8220;falta só uma esquina para chegar à Humaitá&#8221;, &#8220;só mais uma esquina para chegar à 13 de maio&#8221;, &#8220;só mais uma para chegar à Paulista&#8221;.</p>
<p>E foi nesta última curva que olho para meu lado e vejo uma noiva correndo em direção ao altar. Alucinação minha? Não era. Realmente uma mulher correndo vestida de noiva e com um buquê nas mãos era alvo das risadas e máquinas fotográficas de quem assistia.</p>
<p>Estafado mas feliz da vida corro só mais um pouco e celebro mais uma grande vitória em minha vida.</p>
<p>Agora só falta correr para casa e buscar a medalha, afinal, como todos já sabem, os mais-que-capazes e inteligentíssimos organizadores da Yescom <a href="http://corredordisciplinado.blogspot.com/2010/12/sao-silvestre-cover-26-de-dezembro-de.html" target="_blank">preferiram dar a medalha a todos que pagaram</a> e não aos que conquistaram a prova. Mas essa abundância de cretinice é papo para outro post, afinal, hoje é dia primeiro de janeiro de 2011 e só quero sorrir. Acabei de receber uma ligação de uma pessoa muito especial (a <a href="http://www.facebook.com/people/Cristina-F-M-Esposito/100000344131013" target="_blank">Cristina Esposito</a>) e logo mais vamos nos encontrar com este casal que amamos muito.</p>
<p>Um feliz &#8211; e repleto de alegrias &#8211; 2010 para mim e, aos que leem, um 2011 com muito suor e incontáveis linhas de chegada alcançadas!</p>
<p><strong>São Silvestre 2010</strong><br />
Data: 31 de dezembro de 2010<br />
Local: Avenida Paulista, São Paulo, SP<br />
Distância: 15km<br />
Tempo: 01:59:25<br />
Velocidade média: 7,30km/h<br />
Pace: 08:13min/km</p>
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		<title>Leite derramado, de Chico Buarque</title>
		<link>http://rodger.com.br/blog/2010/11/29/leite-derramado-de-chico-buarque/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Nov 2010 13:51:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rodger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta mais recente obra de Chico Buarque, vencedora do prêmio Jabuti de 2010 nos júris especializado e popular, acompanhou-me por alguns dias neste fim de ano e, assim como outras obras que me encantam, Leite derramado foi completa nos quesitos &#8230; <a href="http://rodger.com.br/blog/2010/11/29/leite-derramado-de-chico-buarque/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta mais recente obra de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Buarque" target="_blank">Chico Buarque</a>, vencedora do <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/livros/leite+derramado+de+chico+buarque+vence+o+premio+jabuti/n1237820121084.html" target="_blank">prêmio Jabuti de 2010</a> nos júris especializado e popular, acompanhou-me por alguns dias neste fim de ano e, assim como outras obras que me encantam, Leite derramado foi completa nos quesitos por mim considerados imprescindíveis em uma boa obra: diversão, reflexão e metanoia.<br />
<span id="more-96"></span></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-99" style="float:right;margin-left:10px" title="Leite derramado" src="http://rodger.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/11/leite-derramado2.png" alt="Leite derramado" width="373" height="255" />A magia que os livros trazem consigo, ao fazer com que, paralelamente a seus enredos, cada leitor os digira de maneira única, permitiu que esta leitura me transportasse também a um leito de hospital, olhando para a estrada percorrida e perguntando-me se valeu a pena. E não é raro eu deparar-me com este tipo de apelo feito em livros, músicas ou filmes. Em uma breve busca à memória, vêm-me à mente a música <a href="http://www.youtube.com/watch?v=bF2srmPtXOg" target="_blank">Epitáfio</a>, dos Titãs, a antológica frase que o capitão John Miller fala ao soldado James Ryan antes de morrer &#8211; <a href="http://www.youtube.com/watch?v=hrsDBMewkEc" target="_blank">Earn this, Earn it</a> &#8211; em &#8220;O resgate do soldado Ryan&#8221;, a célebre imperativa de Renato Russo &#8220;<a href="http://www.dailymotion.com/video/xctgvx_legiao-urbana-pais-e-filhos_music" target="_blank">é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã</a>&#8221; e o <a href="http://www.bibliaonline.com.br/nvi/ec/12" target="_blank">décimo segundo capítulo do livro bíblico de Eclesiastes</a> &#8211; &#8220;Lembre-se do seu criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis e antes que se aproximem os anos em que você dirá: não tenho satisfação neles&#8221;.</p>
<p>Pois é, a vida é assim mesmo. A velhice pode ser pior até que a própria morte.</p>
<p>Entretanto, felizmente o livro, apesar de exigir de mim tal reflexão, me fez rir e associar as facetas do protagonista a uma pessoa muito próxima a mim: meu próprio pai. Ele já tem seus setenta e poucos anos mas ainda não consigo vê-lo como um idoso, algo que negarei até sua morte, não importa quando ou quem perguntar. Aliás, nos últimos cinco anos sinto até que ele rejuvenesceu com a chegada de seus netos. Continua divertido e jovial como sempre (quem o conhece sabe do que digo), assim como Eulálio d&#8217;Assumpção é durante suas lembranças pueris. Mas a grande verdade é que ele diverte-se em contar piadas, em ser turrão às vezes, em contar suas aventuras dos tempos imberbes e em repetir histórias incansavelmente mesmo que, após perguntar &#8220;já te contei essa?&#8221; e receber uma resposta positiva, engata um &#8220;tudo bem, então ouça novamente&#8221;. Amo esse cara!</p>
<p>Agora, voltando ao livro, é fato que ele apresenta um retrato histórico da decadência social de uma tradicional família no Rio de Janeiro no decorrer de quase duzentos anos mas, para mim, o grande impacto é esta reflexão de minhas escolhas e decisões e o aprendizado que posso obter ao escutar aqueles que já viveram muito mais do que eu.</p>
<p>Chegando-me ao fim da jornada, quero lembrar que ri muito, que fiz muitos sorrirem, que amei muito e que, mesmo sabendo que me esquecerei de muitas histórias e repetirei outras dezenas de vezes, sinta genuinamente que tudo valeu a pena e que mais acertei do que errei, afinal, será somente um fim que precede um novo começo.</p>
<p>Divirta-se com alguns trechos do livro.</p>
<ul>
<li>Mas abandonar uma criança ainda lactente, pequerrucha, de se carregar debaixo do braço, isso não entrava na cabeça de ninguém, não fazia sentido, não podia ser. Nem de um marido a mulher abre mão tão facilmente, ela o troca por outro, e às vezes o faz às pressas porque já vai a ponto de mudar de idéia. Assim como sofre para se desfazer de um vestido velho, quando renova o guarda-roupa. Para uma mãe largar sua criança, só mesmo se outra criança a arrastasse pela cintura com a força de um amante.</li>
<li>É para si próprio que um velho repete sempre a mesma história, como se assim tirasse cópias dela, para a hipótese de a história se extraviar.</li>
<li>E ao defrontar com a madame, só mesmo por um prodígio pude reconhecer, através de uma cachoeira de rugas, as feições de Anna Regina, irmã caçula de Matilde. Perguntei-lhe pela saúde dos pais, falecidos havia mais de trinta anos, e me abstive de mencionar suas irmãs mais velhas.</li>
<li>Dava até para vê-la, embasbacada de viajar em camarote matrimonial, na condição fajuta de madame Dubosc, com assento permanente à mesa do comandante. Seria exibida pelo amante nos salões de Paris, como séculos atrás uns índios tupinambás na corte francesa, encantaria a metrópole com seu maxixe, seu francês esdrúxulo e sua beleza mestiça. E tome bateaux-mouches, torre Eiffel, Mona Lisa, uns flocos de neve, em pouco tempo ela acreditaria ter visto praticamente tudo na vida. Aí o inverno se estenderia, os dias ficariam curtos, e Matilde, espírito simples, no Jardim de Luxemburgo se pegaria a sonhar com a pracinha dos brinquedos em Copacabana.</li>
<li>&#8230;em quatro fileiras bem fornidas, me passou o canudo de prata e disse, vai fundo, vovô. E fui mesmo, de um tiro só, foi muito mais fácil aspirar a coca que soprar as velas do bolo. Cheiraria as quatro, se a menina Kim não roubasse o canudo dos meus dedos. Debruçou-se por cima de mim para alcançar o estojo, e abaixo do Jesus Cristo tatuado vi o rego da sua bela bunda. E pela cava da sua camiseta pude ver seu seio direito até o bico marrom, ela que era de pele trigueira tinha um seio branco feito cocaína.</li>
<li>Digo aos senhores que conheci o vasto mundo, vi paisagens sublimes, obras-primas, catedrais, mas ao fim e ao cabo meus olhos não têm recordação mais vivida que a de uns cavalos-marinhos nos azulejos do meu banheiro.</li>
<li>Mas se com a idade a gente dá para repetir certas histórias, não é por demência senil, é porque certas histórias não param de acontecer em nós até o fim da vida.</li>
<li>Se não fossem meus tremores e câimbras nas mãos, eu preencheria de meu próprio punho, com caligrafia miúda, um caderno para cada dia vivido ao lado da minha mulher. Já depois que ela se foi, meus dias seriam de imenso papel para pouca tinta, extensos e vazios de acontecimentos.</li>
</ul>
<p>Leite derramado<br />
Chico Buarque<br />
Companhia das Letras<br />
2010<br />
200 páginas<br />
<a style="color: #015ec7; text-decoration: none;" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21499187/leite+derramado" target="_blank">Comprar livro</a></p>
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		<item>
		<title>Corrida #2: Circuito das Estações Adidas &#8211; Primavera 2010</title>
		<link>http://rodger.com.br/blog/2010/09/27/circuito-das-estacoes-adidas-primavera-26092010/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Sep 2010 18:59:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rodger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>

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		<description><![CDATA[Oito dias após ter participado de minha primeira prova chega a hora de ser debutante em corridas de rua. Inscrição feita, kit em mãos e não tinha como desistir. Na verdade, eu poderia desistir e tudo durante a semana que &#8230; <a href="http://rodger.com.br/blog/2010/09/27/circuito-das-estacoes-adidas-primavera-26092010/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oito dias após ter participado de <a href="http://pt.rodger.com.br/2010/09/27/xterra-night-trail-run-ilhabela-10k-18092010/" target="_blank">minha primeira prova</a> chega a hora de ser debutante em corridas de rua. Inscrição feita, kit em mãos e não tinha como desistir. Na verdade, eu poderia desistir e tudo durante a semana que antecedeu o dia da prova foi um convite para o descanso.<br />
<span id="more-93"></span></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-94" style="float:right;margin-left:10px" title="72414" src="http://rodger.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/72414.jpg" alt="72414" width="322" height="480" />Primeiro, os pés extremamente inchados e a dor que permaneceu nas plantas até quarta-feira (22/10). Também dias úteis cheios, com muita ocupação com trabalho, estudos e a já conhecida preguiça me impediram de fazer sequer um treininho leve. Domingo, dia da prova, acordo cedo ao som de chuva pesada caindo sobre o chão do quintal. Por fora do cobertor, frio. Dentro, calor e presença da esposa. Jogo sujo esse, mas tirei forças não sei de onde, levantei-me e em dez minutos estava pronto para o desafio. E dessa vez seria sozinho.</p>
<p>Dentro do carro, ao passar pela Marginal Pinheiros, avisto os primeiros loucos da manhã. Participantes da <a href="http://meiadaspontes.com.br/" target="_blank">Meia Maratona das Pontes</a>. Nessa hora pensei que devia haver ali gente que eu não conhecia mas já tinha certa intimidade (coisas de Internet). Um dia depois pude confirmar o fato. Blogueiros que sigo e admiro (<a href="http://porqueeucorro.blogspot.com/2010/09/correndo-sob-diluvio-no-dia-mundial-do.html" target="_blank">Eduardo Acacio</a>, <a href="http://correndoprajesus.blogspot.com/2010/09/26092010-meia-maratona-das-pontes.html" target="_blank">Fabio Medeiros</a> e <a href="http://corredordisciplinado.blogspot.com/2010/09/meia-maratona-das-pontes-26092010.html" target="_blank">Joel Leitão</a>) estavam lá enfrentando mais um desafio.</p>
<p>Apesar da forte chuva, a Praça Charles Miller estava cheia de gente. Muita movimentação e um clima muito gostoso. Sei que esse deve ser papo de marinheiro de primeira viagem, mas achei tudo muito bacana. Peguei o chip, deixei as coisas no guarda-volumes, dei uma passadinha no espaço do <a href="http://clubeo2.uol.com.br/" target="_blank">Clube O2</a> e então fui me aquecer para a prova, sem antes me lembrar das cores de cada pelotão. [Para a prova existem diversas entradas para a fila que é formada antes do início da prova para que não haja gente lenta atrapalhando os mais rápidos ou os mais rápidos derrubando os lentos]. Dirigi-me ao pelotão Quênia e olhei para trás para enxergar os milhares que seriam muito mais lentos que eu (risos).</p>
<p>Corri para o final da fila, afinal, minha categoria estava bem abaixo do último grupo. Para uma ideia mais real, os vencedores de provas de 10k completam o percurso em 30, 32 minutos. Minha experiência anterior em 10k foi finalizada em uma hora e meia!</p>
<p>Here we go again.</p>
<p>Começa aquela caminhada até o congestionamento se desfazer no início da prova. O corpo já estava aquecido e estava bem comigo. A chuva diminuiu e eu queria entender o porquê de sempre chamá-la para um passeio. Talvez tenha sido melhor. Dizem que o percurso no elevado Costa e Silva sob sol é terrível.</p>
<p>Consegui manter um bom ritmo e procurei curtir cada momento daquela que seria uma lembrança eterna como a minha primeira prova de rua. Sorri para pessoas de todos os tipos, ri demais com alguns doidos que apareciam pelo caminho, olhei com espanto, quando, ainda na &#8220;ida&#8221; do elevado, os primeiros colocados brigavam pela conquista da prova com uma média de 19, 20km/h e, apesar de ser mais um anônimo naquela multidão de anônimos, percebi que todos tínhamos algo em comum (além da obviedade da participação do evento): a superação. Para alguns, superar o adversário, faturar o caneco e ter seu nome anunciado a todos, para outros, superar seu recorde e, para mim, superar meus demônios que insistiram em me dizer que não conseguiria terminar a prova.</p>
<p>Correndo sozinho a mente transforma-se em melhor amiga e pior inimiga. Por isso, tentei permanecer a maior parte do tempo focado em meu rendimento, afinal, nunca havia conseguido correr 10k (com paradas ou não). Com essa seriedade no pensamento (que ficou registrada até nas fotos) continuei minhas passadas e senti um grande alívio ao ver a marca de 7km no elevado. Estava tudo bem. Não há como negar que o cansaço foi forte mas não cheguei a sentir dores fortes, como havia acontecido em Ilhabela.</p>
<p>De volta à avenida, avisto as vivas cores na praça Charles Miller e a entrada principal do estádio do Pacaembu. Faltava pouco e, nesse pouco que faltava, consegui habilitar novamente meu KERS, fechei os olhos e efetuei um disparo de cerca de 200 metros até a linha de chegada. Vontade louca de dar um abraço forte na esposa e até chorar aos seus braços pois ela é uma das pessoas que acompanha minha lutas para conseguir vencer.</p>
<p>Mais um passo dado. Satisfação.</p>
<p>-</p>
<p><strong>Circuito das Estações Adidas &#8211; Primavera 2010</strong><br />
Data: 26 de setembro de 2010<br />
Local: Estádio do Pacaembu, São Paulo, SP<br />
Distância: 10k<br />
Tempo: 01:08:19<br />
Velocidade média: 8,78km/h<br />
Pace: 06:49min/km</p>
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		<item>
		<title>Corrida #1: XTerra Night Trail Run Ilhabela (10k) &#8211; 18/09/2010</title>
		<link>http://rodger.com.br/blog/2010/09/27/xterra-night-trail-run-ilhabela-10k-18092010/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Sep 2010 17:20:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rodger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>

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		<description><![CDATA[Algo dentro de mim dizia que não era a prova adequada para tornar-se a primeira de minha vida. Afinal, desde que comecei os treinos com o Leonardo Lima, da Running Health, em novembro de 2009, nunca fui um bom aluno. &#8230; <a href="http://rodger.com.br/blog/2010/09/27/xterra-night-trail-run-ilhabela-10k-18092010/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algo dentro de mim dizia que não era a prova adequada para tornar-se a primeira de minha vida. Afinal, desde que comecei os treinos com o <a href="http://www.rhcorrida.com/rh_equipe.html" target="_blank">Leonardo Lima</a>, da <a href="http://www.rhcorrida.com/" target="_blank">Running Health</a>, em novembro de 2009, nunca fui um bom aluno. Apesar de me dedicar nos treinos dos sábados na USP, durante a semana raramente eu fiz dois treinos corretos. Em &#8220;longões&#8221; o máximo que havia feito eram 8km e com várias paradas no percurso, principalmente na subida do Matão. Mas três coisas fizeram com que eu encarasse esse desafio: a insistência do meu amigo <a href="http://twitter.com/penacovas" target="_blank">Décio</a>, que só faltou fazer a inscrição por mim (além de ter feito a reserva no <a href="http://www.feiticeirapraiahotel.com.br" target="_blank">hotel em Ilhabela</a>), a persistência dos corredores amadores e profissionais que leio e acompanho pela web e também o fato de eu simplesmente amar esta ilha, por sua beleza natural (nunca vi nada igual) e pela linda história que ela traz consigo (o coração é testemunha).<br />
<span id="more-91"></span></p>
<p>&#8211;</p>
<p><em>Estes últimos dez dias em minha vida foram muito especiais para mim. Deve ser por isto que estes dois próximos posts terão um sabor de &#8220;Meu querido diário&#8221;, por mais que eu nunca tenha registrado meus dias em papel (isso era coisa de menina rs). Mas o que aconteceu de tão importante? Fiz um bem pra mim. Aliás, dois. Participei, em um intervalo de sete dias, das minhas duas primeiras provas de corrida: Os 10k do <a href="http://www.xterrabrazil.com/?act=regional&amp;ev=82&amp;pg=detalhe" target="_blank">XTerra Night Trail Run Ilhabela</a></em><em> e outros 10k no <a href="http://o2porminuto.uol.com.br/circuitodasestacoes/sp/home_sp.html" target="_blank">Circuito das Estações Adidas 2010 &#8211; Primavera</a></em><em>.</em></p>
<p>&#8211;</p>
<p><img class="alignright" style="float:right;margin-left:10px" src="http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/hs681.snc4/62088_1640433493481_1316102700_31733810_7307401_n.jpg" alt="" width="324" height="432" />Além dessa voz interior me dizendo que eu estava entrando numa fria, São Pedro ratificou a informação e encomendou &#8211; no capricho &#8211; um fim de semana nublado e cheio de chuva. Mas nada iria estragar o fim de semana agradável com o casal de amigos Décio e Adriana e, para melhorar, conhecemos <a href="http://svtv.nl/" target="_blank">um casal de Amsterdam</a> super simpático que também nos proporcionou agradáveis momentos e bons papos para colocar o inglês em dia.</p>
<p>Chega a noite, a duas horas do início, fomos ao <a href="http://www.cheiroverdeilhabela.com.br" target="_blank">Cheiro Verde</a> comer massa. Um prato com macarrão alho e óleo que poderia alimentar uma família. Encarei quase tudo e voltei para o hotel para me preparar. Checklist feito (tênis, roupa, chip no tênis, lanterna na testa, número da camiseta), agora era chegada a hora.</p>
<p>Excelente estrutura do <a href="http://www.xterrabrazil.com/?act=regional&amp;ev=82&amp;pg=detalhe" target="_blank">evento</a>, muita música nas caixas, luzes deixando a praia de Perequê ainda mais linda, gente bonita, fotos do &#8220;antes&#8221; com as amadas e &#8216;bora aquecer. Após alguns metros de rua adentro, chegamos à selva. Legal demais perceber todas as luzes apagadas e somente a iluminação vinda das lanternas nas cabeças dos corredores. Só com tanto barro, informação, sons e imagens para eu esquecer que eu teria de correr 10k morro acima&#8230; &#8220;D-e-z&#8211;q-u-i-l-ô-m-e-t-r-o-s?! O que você está fazendo aqui, seu louco?!&#8221; Essa era a pergunta que me fazia a cada escorregão, a cada poça de lama pisada, a cada respiração mais ofegante de cansaço. E o pior era que ainda nem tinha visto a primeira placa de sinalização de distância, ou seja, estava cansado antes de chegar ao primeiro quilômetro percorrido. De qualquer forma, a sensação de aventura era boa o suficiente para me manter aceso.</p>
<p>Corri com o Décio até o terceiro quilômetro, quando iniciei um diálogo:</p>
<p>- Vai lá, Décio&#8230; vou diminuir o ritmo agora. Pode seguir em frente.<br />
- Nem a pau, vou junto com você até o quinto quilômetro porque tô ligado que você vai voltar se eu não te puxar.<br />
- Te juro que sigo até os 10k. Pode ir.<br />
- Certeza?<br />
- Vai nessa</p>
<p>E foi então que o Décio sumiu na minha frente gritando &#8220;Selva!!&#8221; e eu implorando para achar postos de abastecimento a cada 300 metros (risos). Impressionante a sensação boa fornecida por um bom gole de água ou uma lavada na nuca numa hora dessas.</p>
<p>Saio do meio do mato, entro numa reta e, ao final dela, duas placas: 5k (vire à direita), 10k (siga em frente). Ó dúvida cruel. O que valia mais nesse momento: o meu merecido descanso ou a minha palavra de honra para o camarada? Claro que poderia ser um perdedor, mas <em>loser</em> é demais, não é mesmo? (se é que me entendem). Segui em frente e vamos-que-vamos. Mas é óbvio que não foi uma decisão fácil, afinal, logo em seguida vi subidas e mais subidas, as quais enfrentei com garra &#8211; pelo menos no começo -, mas tive de abrir mão da bravura e comecei a caminhar. Uma longa caminhada de alguns minutos, o corpo esfria e começo a sentir uma dor insuportável na planta do pé direito. As tornozeleiras estavam machucando demais. Sentei no chão e fui tirá-las. Perdi uns cinco minutos nessa paradinha (barro e lama endureceram os cadarços e o frio endureceu meus dedos) e, ao levantar, oh-oh, simplesmente não consigo andar devido a uma dor insuportável na planta do pé direito. O frio só piorou o que era apenas um incômodo. Passei por uma ambulância e o cara da equipe da prova perguntou se eu não queria parar. Hesitei mas disse que continuaria, nem que fosse me arrastando.</p>
<p>E assim arrastei-me num breu total pelas montanhas de Ilhabela. Sozinho na escuridão, só enxergava as luzes lá na praia (caramba, eu tinha subido bastante). Na minha cabeça passava que, a essa hora, o vencedor da prova estaria passando gel no cabelo após tomar um banho demorado e se preparando para ir ao show do Frejat e, por outro lado, minha mulher deveria estar procurando alguém com algum cão farejador para me buscar no meio do mato. Depois ela me confessou que era estranho&#8230; Chegavam homens, mulheres, jovens e velhinhos, até o Rubinho passou na linha de chegada e nada do marido aparecer (risos).</p>
<p>Vi uma placa com a marcação de 9k. Maravilha! Maravilha o catso! Ainda falta um quilômetro e eu aqui mortaço. Mas já que eu estava na chuva e também já estava encharcado, o jeito era correr. Eis quando chega o ápice da prova. O pessoal da equipe vem numa pickup dizendo: &#8220;Vamos lá, só faltam vocês!&#8221;. Rá! Eu eu cara correndo juntos, ambos com aquela cara de WTF, ele me diz:</p>
<p>- Ano passado eu fui bem. Esse ano não me preparei direito.<br />
- Primeira corrida que faço na vida. Acho que escolhi errado.<br />
- Só sei que o último lugar ninguém tira de mim.<br />
- Veremos.</p>
<p>Rimos e continuamos a jornada até o final. Entramos na praia e, nessa hora, encontrei no meu pâncreas uma energia extra e utilizei meu <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Frenagem_regenerativa" target="_blank">KERS</a>. Sorriso no rosto, medalha no peito, sensação de dever cumprido e uma baita dor que começou a ficar insuportável na planta dos pés (agora, nos dois). A loucura inicial transformou-se em plena satisfação.</p>
<p>&#8211;</p>
<p><strong>XTerra Night Trail Run Ilhabela</strong><br />
Data: 18 de setembro de 2010<br />
Local: Praia do Perequê, Ilhabela, SP<br />
Distância: 10k<br />
Tempo: 01:29:55<br />
Velocidade média: 6,67 km/h<br />
Pace: 8:60 min/km</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Jornalismo esportivo do bem: Na Geral</title>
		<link>http://rodger.com.br/blog/2010/08/30/jornalismo-esportivo-do-bem-na-geral/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 14:03:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rodger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>

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		<description><![CDATA[Talento, humor de primeira, futebol e espiritualidade como devem ser. Esta é uma breve definição para o programa de humor esportivo Na Geral, apresentado pelo trio Beto Hora, Lélio Teixeira e José Paulo da Glória, de segunda a sexta, das &#8230; <a href="http://rodger.com.br/blog/2010/08/30/jornalismo-esportivo-do-bem-na-geral/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talento, humor de primeira, futebol e espiritualidade como devem ser. Esta é uma breve definição para o programa de humor esportivo <a href="http://radiobandeirantes.com.br/conteudo.asp?PDT=27" target="_blank">Na Geral</a>, apresentado pelo trio <a href="http://betohora.terra.com.br/" target="_blank">Beto Hora</a>, <a href="http://www.lelioteixeira.com.br/index.php/about/" target="_blank">Lélio Teixeira</a> e <a href="http://www.papodebola.com.br/papodemidia/profissionais/zepaulodagloria.htm" target="_blank">José Paulo da Glória</a>, de segunda a sexta, das 18h às 20h na rádio Bandeirantes, em São Paulo.<br />
<span id="more-75"></span></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-76" style="float:right" title="Na Geral" src="http://rodger.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/08/nageral.jpg" alt="Na Geral" width="310" height="214" />Durante as manhãs, o dial do rádio no carro sempre teve uma frequência fixa: <a href="http://cbn.globoradio.globo.com/home/HOME.htm" target="_blank">CBN</a> (90.5 Mhz), com o sempre ótimo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Her%C3%B3doto_Barbeiro" target="_blank">Heródoto Barbeiro</a> e uma grande equipe de repórteres e colunistas. Agora, para a terrível hora do rush, que a cada ano parece ser mais imprecisa &#8211; e, em breve, desaparecerá em meio à loucura do caótico trânsito de São Paulo -, eu costumava ouvir Bossa Nova para acalmar minha atribulada mente. Foi quando descobri a <a href="http://www.sulamerica.com.br/radiotransito/" target="_blank">Rádio Sulamérica Trânsito</a>, que forneceria alternativas para que meu caminho de volta ao descanso diário fosse mais tranquilo. Apesar das ótimas dicas fornecidas pela equipe da rádio e também por outros motoristas na cidade, em poucos meses descobri que não havia tantas alternativas disponíveis para mim, ou seja, teria de me acostumar a enfrentar o eixo norte-sul (23 de maio, Rubem Berta, Moreira Guimarães e Washington Luís) e o trajeto Centro-Butantã da maneira mais branda possível.</p>
<p>Certo dia, trocando de rádio, passei pela <a href="http://radiobandeirantes.com.br/" target="_blank">Bandeirantes</a> e ouvi a voz de uma senhora engraçada, simples e até um pouco rude. Em princípio achei que se tratava de alguma ouvinte conversando com os protagonistas de algum programa esportivo mas, em pouco tempo, descobri que a tal da senhora era a Dona Inês, uma das personagens do programa e, impressionantemente, uma das faces (ou vozes) de Beto Hora.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-77" style="float:left" title="Lélio Teixeira, Zé Paulo da Glória e Beto Hora" src="http://rodger.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/08/trio_nageral.jpg" alt="Lélio Teixeira, Zé Paulo da Glória e Beto Hora" width="138" height="193" />Admiração à primeira vista e cadeira cativa reservada. Diariamente passei a perceber que o público ouvinte do Na Geral era formado por crianças, mulheres solteiras e casadas, avôs e avós e, por último, homens que estão no trânsito e gostam de futebol. Isso mesmo, a qualidade do trio do programa (e da <a href="http://radiobandeirantes.com.br/sobre.asp?PDT=27&amp;ID=120" target="_blank">equipe responsável</a>) foi capaz de fazer do futebol um assunto agradável de se ouvir ao fim de um dia útil por aqueles fora do padrão visto na sociedade brasileira (amigos e colegas de trabalho que &#8220;se zoam&#8221; em uma quinta ou segunda-feira após as rodadas dos campeonatos). Percebo que assim como donas de casa assistem aos programas da tarde para saber das novidades das novelas, do horóscopo ou pegar uma receita nova para preparar para a família no fim de semana, elas também gostam de dar risada enquanto acompanham o futebol.</p>
<p>Eu mesmo, que a cada dia fico mais desgostoso com o futebol no Brasil por sentir que não mais existe a paixão no esporte e também por saber da forma como ele é tratado atualmente por jogadores, dirigentes e investidores, consigo deixar essa revolta de lado para rir um pouco das brigas entre o Zé Paulo (corinthiano roxo) e o Charuto (um fanático &#8211; e naftalinado &#8211; torcedor do &#8216;Parmera&#8217;), o carinho com que Lélio Teixeira trata os ouvintes, sempre terminando os programas com um sincero e confortante &#8220;fiquem com Deus!&#8221;, sem falar em todas as personagens interpretadas pelo Beto Hora, como a Dona Inês, Seu Geraldo, Vila, Professor Sérgio, Cláudio Zaidan, Milton Neves, Cid Moreira, Francisco Cuoco, Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho, Padre Quevedo e outras dezenas de interpretações que fazem chorar de rir. Lógico que, sempre, com muita informação sobre a rodada do futebol e excelente cobertura da equipe de jornalismo da Band, que conta com os muito capazes Antônio Petrin, Claudio Zaidan, Alex Miller, Leandro Quesada e outros.</p>
<p>Minha única ressalva vai para a quantidade excessiva de merchans durante o programa. Para mim, o intervalo já é tempo mais do que suficiente para veicular as propagandas de todos os parceiros e patrocinadores. Mesmo assim, durante as ligações com ouvintes ou informações sobre os times, há interrupção para falar da empresa A, do parceiro B ou do patrocinador C. Anyway, dos males o menor. Para mim, compromete um pouco a credibilidade, mas, ao menos, até nessa hora utilizam o humor de forma magnífica e também parecem selecionar bons provedores de produtos ou serviços e não apenas aquele que pagar o preço cobrado. Difícil depois é tirar da cabeça os jingles &#8220;Fez de alvenaria esta caixa de gordura&#8230;&#8221;, &#8220;Entrei pelo cano, só resta lamentar..&#8221; e o clássico &#8220;Vem, vamos bater um papo, não vou te encher o saco, vamos falar de amor&#8221; (risos)</p>
<p>Aproveitando que falei sobre meu desgosto com o futebol atual, sugiro que mais pessoas atentem à informação produzida por jornalistas sérios, geralmente independentes, que prezam pela informação imparcial e investigativa, que denunciam a farra vista no mundo do futebol, que envolve sujeira, manipulação, muita corrupção, grampos, ameaças e perseguições e coisas que nem sequer imaginamos. Acompanhe o ótimo trabalho de <a href="http://www.midiasemmedia.com.br/kajuru/" target="_blank">Jorge Kajuru</a>, <a href="http://www.midiasemmedia.com.br/paulinho/" target="_blank">Paulinho</a> e <a href="http://blogdojuca.uol.com.br/" target="_blank">Juca Kfouri</a>.</p>
<p>Pra finalizar, como o assunto do post é humor de qualidade, anotem esta dica muito importante para antes de sair do trabalho e escutar o Na Geral: não vá para o carro apertado porque, como diz o <a href="http://marcoluque.com.br/" target="_blank">Marco Luque</a>, o programa é de &#8220;se mijá de rir&#8221;.</p>
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