Por que tanto desprezo a ti, ó leitura?

Quando comecei a pensar neste texto, seu objetivo inicial era uma crítica à má qualidade na escrita por grande parte dos “publicadores de conteúdo” na Internet, dentre eles os blogueiros, cronistas das mais diversas áreas, estudantes e até jornalistas formados e renomados. Mas, como precisarei desenvolver um pouco melhor este tema, preferi divagar sobre a principal responsável pela qualidade na criação de conteúdo textual. A leitura.

O brasileiro é preguiçoso por natureza e esta asserção extende-se à leitura e, consequentemente, à utilização da língua. “O que importa é a comunicação”, dizem muitos. Concordo com a frase mas, lendo-a e relendo-a à exaustão não infiro a existência de nenhuma recomendação quanto ao menosprezo da forma em que a comunicação deva ser feita. A qualidade do ensino é pífia, a televisão e o rádio podem ser, muitas vezes, veículos corresponsáveis pelo emburrecimento nacional e a Internet instalou o referendo responsável para que entrasse em vigor a liberação do porte das armas letais para a língua portuguesa: blogs e redes sociais. Locais em que as mais terríveis aberrações linguísticas acontecem. É revoltante ver jornalistas ou comunicadores sendo péssimos exemplos na utilização da língua, mas, ainda pior, é triste ver adolescentes caminhando para o final da fase fundamental do Ensino incapazes de interpretar um texto, escrever uma simples redação ou elaborar um comentário em blog.

Sou a favor da evolução do idioma, de neologismos, de regionalismos e novas formas de expressão, mas não da propagação da burrice nacional.

O acesso à leitura é fácil. Para todos. Livros eletrônicos, bibliotecas, ONGs. Conheço tantas histórias de pessoas que vieram de classes mais baixas da sociedade e por dedicação e esforço conseguiram mudar seu caminho devido à entrega ao estudo e à leitura. O saber ler, interpretar e escrever são apenas bônus que a leitura oferece. A grande riqueza apresentada gratuitamente por um livro é a plataforma de embarque para um mundo de histórias, lições, sentimentos e cores jamais vistas ou experimentadas.

Leia Dostoievski, Victor Hugo e Antoine de Saint-Exupéry. Leia Machado de Assis, Fernando Pessoa e José de Alencar. Leia Chico Buarque, Ruy Castro e Jorge Amado. Leia J. K. Rowling, J. R. R. Tolkien e George R. R. Martin. Acesse o site dominiopublico.gov.br e tenha acesso a uma infinidade de esplêndidas criações literárias.

Leia e renasça.

Leia e descubra que não existem limites nas palavras.

Leia e amadureça.

Leia e adquira uma nova percepção para tudo a seu redor.

Corrida #4: Circuito Athenas Mizuno 2011 – 1ª Etapa

Manhã fria de domingo, 22 de maio de 2011. Por sorte a prova da vez será realizada em um local perto de minha casa. Fui intimado pelo treinador Leonardo Lima, da Running Health, a correr esta, afinal, minha última corrida de dez quilômetros enfrentada foi o Circuito Primavera 2010 da Adidas, realizada em agosto do ano passado, ou seja, é demais esperar tantos meses para verificar o progresso decorrente dos treinos. Continuar lendo

Prioridades invertidas, chacoalhões divinos e paradoxos da vida

Inevitavelmente a vida da maioria das pessoas possui ciclos semanais. A minha não é diferente e há um bom tempo estes ciclos têm se renovado quase que uniformemente, sem grandes alterações. Este último findou-se de maneira diferente, abrupta, o que me levou a escrever sobre estes três temas mencionados no título do texto.
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As empresas de TI e o descaso com o Design e o Front-end

Em quase uma década no mercado de tecnologia da informação tive a oportunidade de trabalhar, conhecer e ouvir falar de diversos sistemas em várias áreas, como web sites institucionais, blogs e sites pessoais, plataformas de e-commerce, serviços online e sistemas corporativos. Divagarei sobre este último item mencionado: sistemas corporativos e sua relação com o Design e o Front-end.
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Pai Rico Pai Pobre, de Robert Kiyosaki

Desde sua primeira edição, em 2000, este livro de Robert Kiyosaki vendeu milhões de exemplares no mundo inteiro e conquistou inúmeros fãs e incontáveis críticos. Antes de iniciar sua leitura tentei analisar o terreno onde pisava para não simplesmente mergulhar seu interior e absorver conteúdos que não fossem tão interessantes sem a mastigação necessária. Aliás, geralmente faço isso antes de ler qualquer livro. Saber o que falaram dele, as principais críticas e ler alguns parágrafos sobre seu autor.
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Corrida #1: XTerra Night Trail Run Ilhabela (10k) – 18/09/2010

Algo dentro de mim dizia que não era a prova adequada para tornar-se a primeira de minha vida. Afinal, desde que comecei os treinos com o Leonardo Lima, da Running Health, em novembro de 2009, nunca fui um bom aluno. Apesar de me dedicar nos treinos dos sábados na USP, durante a semana raramente eu fiz dois treinos corretos. Em “longões” o máximo que havia feito eram 8km e com várias paradas no percurso, principalmente na subida do Matão. Mas três coisas fizeram com que eu encarasse esse desafio: a insistência do meu amigo Décio, que só faltou fazer a inscrição por mim (além de ter feito a reserva no hotel em Ilhabela), a persistência dos corredores amadores e profissionais que leio e acompanho pela web e também o fato de eu simplesmente amar esta ilha, por sua beleza natural (nunca vi nada igual) e pela linda história que ela traz consigo (o coração é testemunha).
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